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15 fantásticos locais para visitar na Galiza

A Galiza é o irmão que foi separado de Portugal à nascença e tem muito de semelhante ao nosso país. Descubra os melhores locais para visitar na Galiza.

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6. Pontevedra

“Pontevedra dá de beber a quen pasa” é um dito galego que expressa muito bem a essência desta cidade: a hospitalidade. Esta tradição de acolhimento reflecte-se na Virgem Peregrina, emblema do caminho português para Compostela, honrada pelos pontevedrinos com uma curiosa igreja, monumento nacional, com a planta em forma de vieira! Em Pontevedra, tudo está a um passo. E há tanto para ver… Tesouros de verdade, como a colecção de ourivesaria em ouro do Museu de Pontevedra, única na Europa, com jóias esplêndidas de mais de 4000 anos de antiguidade. E outras jóias mais, a Basílica de Santa Maria, as Ruínas de Santo Domingo e a Igreja de San Bartolomeu.

Pontevedra
Pontevedra

Mas ainda há mais. Parques, alamedas, passeios pelo rio em plena cidade e um centro histórico que, depois do de Santiago, é o mais importante da Galiza. Arquitectura em pedra com casas brasonadas e habitadas, fontes, praças a transbordar vida e esplanadas com ambiente até de madrugada. Isto é vida. Em Pontevedra já não se dorme. O visitante de Pontevedra não deve abandonar a cidade sem passear pela margem do Lérez, recuperada muito acertadamente para o lazer da cidade, dado que oferece ao caminhante um encanto muito evocador, com recantos muito agradáveis e que chegam a parecer como que retirados de um conto. Na margem Norte aparecem os melhores lugares para passar um bocado agradável e, entre eles, recomendamos encarecidamente a Ilha das Esculturas, na qual se pode saborear um passeio que combina natureza e cultura. Nesta ilha fluvial de 7 hectares pode-se admirar uma variada lista de obras escultóricas de grande tamanho de reputados artistas galegos e não só ao mesmo tempo que se passeia por um espaço natural de grande valor ecológico.

 

7. Lugo

As festas de Lugo, as Festas de San Froilán, são as mais concorridas da Galiza… e duram quase toda a quinzena de Outubro. Durante este tempo, Lugo converte-se a uma só religião: a do teatro, música, verbenas, cortejos e petiscos! Para muitos, as melhores da Galiza, sobretudo devido às suas riquíssimas especialidades gastronómicas: o polvo, a “carne ao caldeiro” e as apetitosas sobremesas tradicionais lucenses. Lugo é também e, sobretudo, uma cidade com um esplêndido passado romano, como se pode ver na Muralha que a rodeia e que é Património da Humanidade, nas Termas e na Ponte Romana. Não devemos perder a visita à Catedral e à Virgem dos Olhos Grandes, uma bela talha medieval de pedra policromada. E para recuperar forças, um petisco e um vinho de mencía nas concorridas tabernas do centro histórico.

Lugo
Lugo

O visitante de Lugo não deverá abandonar a cidade sem fazer alguma parte da rota que começa no Centro de Interpretação da reserva da Biosfera “Terras do Minho” nas margens do rio Fervedoira, e percorrer uns 18 quilómetros pela margem esquerda do Minho até à desembocadura do rio Neira. Nele, pode admirar-se a beleza das margens e a riqueza natural do rio mais importante da Galiza e dos afluentes que nele vão desembocando. Na mesma cidade de Lugo, e fazendo parte deste conjunto, é muito agradável o passeio pelo Parque do Minho, que abrange a franja longitudinal entre a estrada de Madrid (N-VI) e a margem esquerda do rio, desde o bairro d’A Ponte até ao d’A Tolda, na confluência com o rio Fervedoira, nas margens do qual continua o parque periurbano d’O Rato. Um circuito completo assombrado por espécies arbustivas autóctones. A zona de maior acessibilidade parte da estância termal onde, além disso, podemos visitar as termas romanas. O proverbial retiro do Minho acompanha-nos neste trecho do parque que foi concebido em três zonas: uma pedonal, seguindo a linha dos amieiros e da vegetação própria das margens dos rios, outra para bicicletas, de trajecto cómodo, e uma terceira de carros, que comunica três áreas de estacionamento. Tem também bancos e zonas de lazer para os mais pequenos.

 

8. Praia das Catedrais

Na Galiza, quando a potência do mar e a paciência do tempo se juntam, o resultado é uma obra de arte… a praia das Catedrais, um monumento natural com uma dimensão sobrenatural. Só tem de se esperar pela maré baixa, descalçar-se e começar a andar… e sentir-se na glória. Nada melhor do que passear entre arcobotantes de 30 m de altura, adentrar-se em grutas com cúpulas rematadas por picos, descobrir insólitas perspectivas de arcos dentro de outros arcos. Ou simplesmente, deixar-se levar pelos corredores de areia entre muros de ardósia, como numa imponente e caprichosa nave central. E sempre com os pés na areia e a cabeça no céu. Estamos na catedral do mar. O degrau que a denominada cornija cantábrica forma alcança aqui categoria de monumento geológico. O mar esculpiu nas falésias um verdadeiro repertório arquitectónico de arcos, colunas e abóbadas que levaram a baptizar turisticamente o espaço entre os areais de Augasantas e Carricelas como Praia das Catedrais.

Praia das Catedrais
Praia das Catedrais

O acesso é fácil. Além disso, tem um passeio arranjado na beira superior e painéis informativos. No entanto, deixar a nossa pegada na areia só é possível durante a maré baixa. Andar pela superfície livre da maré baixa e internar-nos nas grutas marinhas com a autorização momentânea do mar aumenta a sensação da aventura. As Catedrais conseguiram nos últimos anos milhares de fotografias, todas elas com a emoção de um momento irrepetível. Cada imagem é única. Cada visita é diferente. O mar apaga sempre as pegadas anteriores, mas a sucessão de arcos monumentais permanece. Além disso, o espaço protegido dentro da Rede Natura 2000 alcança um lanço costeiro de uns quinze quilómetros de comprimento nos quais podemos encontrar outros belos areais como o d’Os Castros e o pitoresco porto de Rinlo.

 

9. Torre de Hércules

Localizada na própria cidade de A Corunha, no seu passeio marítimo. Desde a construção pelos romanos, o farol, hoje conhecido como Torre de Hércules, foi um monumento digno de menção. Assim aparece referido nas crónicas romanas e nas fontes posteriores até à actualidade. A singularidade fez com que a Torre se transformasse no símbolo da cidade de A Corunha, sendo assumido por todos os vizinhos e instituições. Agora, o farol mais antigo em funcionamento do mundo, que iluminou com a sua presença e luz milhares de pessoas durante a sua existência, é Património da Humanidade. Farol da época romana (séc. II d.C.), ainda que possa ter existido uma construção fenícia anterior. Foi profundamente restaurado e reabilitado nos séculos XVII e XVIII. Exterior com planta quadrada e janelas. Acede-se ao interior pelas escavações realizadas em torno do farol e à parte superior por uma escada que se converte em escada de caracol no último troço. É visitável e tem um museu no interior.

Torre de Hércules
Torre de Hércules

Ainda há muitas incógnitas sobre a origem e o aspecto primitivo da Torre de Hércules, mas os dados até agora fornecidos e contrastados pela investigação científica (escavações arqueológicas, estudo dos paramentos arquitectónicos e dos métodos construtivos, documentação conservada) permitem garantir que foram os romanos os construtores do primitivo farol. Depois da conquista por Roma do Ocidente europeu (Hispânia, Gália e Britania), a baía corunhesa adquire uma grande importância nas rotas marítimas romanas que ligam o Mediterrâneo e as zonas costeiras norte-atlânticas. Situada numa costa perigosa, converteu-se numa magnífica doca para os barcos que empreendiam a rota para Britania ou acabavam de atravessar os perigos do cabo Finisterre. Os romanos criaram um importante enclave portuário, ao qual lhe deram o nome de Brigantium, e para servir de apoio à navegação das naves comerciais e militares construíram um grande farol que hoje chamamos Torre de Hércules.

 

10. Courel

O Courel é a grande paisagem de uma Galiza que olha para o seu interior. Branco no inverno e de mil verdes no verão. Uma paisagem de montanha salpicada por aldeias escondidas que, devido ao difícil acesso, conservou toda a beleza do que é autêntico. É o território do lobo, do javali, do bufo-real… O Courel é também o grande pulmão da Galiza, a reserva verde. Com os soutos, plantações de castanheiros à volta das aldeias. Ou com as devesas, típicas d’O Courel e únicas na Galiza, que são florestas autóctones situadas nas nascentes dos rios e onde abundam carvalhos, teixos, azevinhos, faias e bétulas. A mais famosa é A Devesa da Rogueira, uma das florestas mais antigas da Galiza, com mais de 800 espécies botânicas e sulcada por numerosas fontes de água.

Courel
Courel

N’O Courel, a natureza mostra-se esplêndida e imponente. Como dizia o poeta Uxío Novoneyra, que nasceu nestas terras, “Aqui sente-se bem o pouco que um homem é.” O seu interesse geológico é manifesto: uma enorme quantidade de grutas vivas e de passadiços ou a espectacular dobra de Campodola (Quiroga), classificada como um dos monumentos geológicos da Europa. O Courel é a grande reserva verde da Galiza. Todas as espécies, menos as litorais, têm representação neste cruzamento geográfico de montanha, com o melhor das características atlânticas e mediterrânicas. Castanheiros à volta das aldeias e um reduto das oliveiras em Quiroga. As formações florestais típicas d’O Courel são as devesas, nome empregue para referir florestas de muitas outras espécies vegetais, geralmente nas nascentes dos rios.

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