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15 fantásticos locais para ver neve em Portugal

Os nevões não são tão intensos no nosso país como noutros países da Europa, mas quando acontecem são belíssimos. 15 locais para ver neve em Portugal.

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11. Lindoso

Lindoso, como o próprio nome indica, é uma bonita aldeia minhota, fronteiriça com Espanha, estendendo-se pela Serra Amarela e pela Serra do Cabril, na margem esquerda do Rio Lima. Diz-se que o seu nome deriva das palavras do Rei D.Dinis, encantado com a graciosidade do lugar, contudo o topónimo derivará de Limitosum (Limesitis). Lindoso tem cerca de 1300 habitantes, que se dedicam essencialmente à agricultura e pastorícia, numa zona de relevos elevados, com 1365,5 metros no vértice da Louriça. A aldeia é composta por típicas casas antigas de granito, subsistindo ainda em algumas instalações agrícolas a pitoresca cobertura de colmo, e foi, desde os inícios da nacionalidade Portuguesa, um importante bastião de defesa nacional.

Lindoso
Lindoso – António Cunha

Prova desta importância histórica e militar é o seu imponente Castelo, hoje um interessante espaço museológico. Outro dos mais importantes monumentos e marcos culturais de Lindoso é o Largo dos Espigueiros, situado entre o castelo e o cruzeiro granítico, existindo um grande número de belíssimos espigueiros por toda a região. A Barragem do Alto Lindoso e a de Touvedo, possibilitam, para além de todo o aproveitamento hidroeléctrico, maravilhosas paisagens e condições para os mais diversos desportos náuticos. Bem próximo e a não perder é a localidade de Cidadelhe, onde outrora existiu uma povoação Castreja, ou a Parada, com bonitas paisagens.

 

12. Guarda

Com uma presença humana desde tempos imemoriais, povoada pelos mais remotos povos, a Cidade da Guarda, sede de concelho e distrito, é, no alto dos seus 1056 metros, a mais alta cidade de Portugal, situada numa das encostas da Serra da Estrela. A Guarda, dado a sua situação geográfica é também conhecida pelos seus rígidos invernos, considerada mesmo uma das cidades mais frias de Portugal, coberta de neve nos meses mais frios. Situada na Beira Alta, num terreno acidentado, numa área outrora estratégica para a defesa Nacional, dado a sua proximidade com Espanha e a sua altitude, de onde provém mesmo o nome “Guarda”: era a Guarda fronteiriça. A Guarda é igualmente conhecida pela cidade dos cinco F’s: Forte, Farta, Fria, Fiel e Formosa.

Guarda

Vários pontos de interesse existem tanto na Guarda como nos seus arrabaldes, do qual o exemplo mais marcante é a sua Sé Catedral, (cuja construção iniciou em finais do século XIV e foi longamente prolongada) de características góticas e manuelinas, existindo tantos outros pontos de interesse como o Jardim José Lemos, o antigo Rossio medieval onde se realizavam as feiras, o Convento de São Francisco, do século XIII, a Torre dos Ferreiros e a de Menagem do antigo castelo, a Igreja de São Vicente, e, imperdível, a Judiariá. Para melhor conhecer a cidade impõe-se uma visita ao interessante Museu da Guarda. Perto da Guarda localizam-se diversos pontos de interesse, como a Serra da Estrela, o Sabugal, Sortelha, Trancoso ou mesmo Vila Nova de Foz Coa. A Gastronomia beirã é um dos marcos importantes da região, com uma boa oferta de restauração na zona, onde se dá destaque ao Caldo de Grão, ao Bacalhau à Lagareiro, ao Cabrito Assado e ao incontornável Arroz Doce.

 

13. Penhas Douradas

As Penhas Douradas localizam-se naquela que é considerada a região mais fria de Portugal, em plena Serra da Estrela, a cerca de 1500 metros de altitude. Parte integrante do Parque Natural da Serra da Estrela, com uma fantástica vista sobre Manteigas, sede de concelho, e sobre o Vale Glaciar do bonito Rio Zêzere, as Penhas Douradas foram abençoadas pela natureza Serrana, que lhes confere uma beleza única.

Penhas Douradas

As Penhas Douradas são também conhecidas por aqui ter sido instalado a primeira estância de turismo de montanha, que hoje é imagem corrente de toda a Serra da Estrela, sendo igualmente caracterizada pelos seus “Chalets” espalhados por entre uma vegetação serrana onde reina a paz de espírito e um panorama a perder de vista.

 

14. Gouveia

Gouveia é uma bonita cidade serrana do centro do País, sede de município, situada na encosta ocidental da grande Serra da Estrela, a cerca de 700 metros de altitude, de onde se avista um panorama maravilhoso sobre o Vale do Mondego, e toda a maravilhosa natureza circundante. A região de Gouveia foi habitada pelo homem desde épocas bastante remotas, existindo mesmo alguns vestígios pré-históricos, cujo exemplo mais significativo é o Dólmen da Pedra da Orca, na freguesia de Rio Torto, datado do final do período Neolítico. Existem igualmente vestígios de civilizações castrejas, Romana e Muçulmana que aqui deixaram a sua marca. Gouveia foi palco de lutas entre Cristãos e Muçulmanos, estando em ruínas quando o rei D. Sancho I a tentou repovoar, em 1186.

Gouveia
Gouveia

Gouveia apresenta um orgulhoso Património, com diversos monumentos, igrejas, solares e bairros antigos de ruas tradicionais serranas. Destacam-se a imponente Igreja Matriz do século XVII, bem próxima da bonita Casa da Torre, que prima pelos seus elementos manuelinos, como as janelas, a Igreja de São Pedro, ou a interessante Igreja da Misericórdia datada do século XVIII, o Pelourinho, a Fonte de São Lázaro de 1779 ou o Solar Serpa Pimentel (século XVIII). A natureza é um dos grandes bens patrimoniais de Gouveia, que possui belos espaços verdes e variados locais de lazer, como o Parque Zoológico, possuindo igualmente bonitos pontos como o Monte Calvário com um templo setecentista e uma vista panorâmica de excelência, assim como no Miradouro do Paixotão, ou o histórico Convento de São Francisco, hoje em dia propriedade privada, que terá sido edificado pelos Templários.

 

15. Covilhã

Situada na encosta da Serra da Estrela, voltada a Nascente, esta cidade, sede de concelho, localiza-se a cerca de 700 metros de altitude e é o centro urbano mais importante da zona da Serra da Estrela. Com uma longa história e ocupação humana desde remotos tempos, a Covilhã tem na sua indústria de lanifícios uma das suas principais referências. Esta indústria iniciou-se na região ainda no tempo do rei D. Sancho I, foi desenvolvida pela comunidade judaica, tendo ganhou um novo impulso em 1763 sob a acção de Marquês de Pombal que aqui fundou a Real Fábrica de Panos, tornando-se o maior centro de produção de lanifícios de todo o país.

Covilhã
Covilhã

A Covilhã é igualmente conhecida por ter sido berço de descobridores e exploradores que deram novos mundos ao mundo na época dos Descobrimentos Portugueses, tendo mesmo recebido o Infante D. Henrique, o Navegador, o título de Senhor da Covilhã. Vários são os pontos de interesse desta dinâmica cidade e seus arredores, com um centro histórico agradável, com locais como a antiga Judiaria, com as suas ruas estreitas e janelas manuelinas, a Capela de São Martinho, a Capela de Santa Cruz ou o Museu dos Lanifícios. De facto, a Real Fábrica de Panos, onde actualmente funciona a Universidade da Beira Interior e o Museu de Lanifícios são legados importantes para o verdadeiro conhecimento desta região. Parques, jardins, casas senhoriais, e muitas Igrejas demonstrando o fervor religioso da região, são agradáveis e interessantes legados patrimoniais desta zona.

3 COMENTÁRIOS

  1. O escritor desta página conhece mesmo Portugal.. montalegre, chaves, pitoes das junias, aldeias da serra do alvao, bragança, vila pouca de aguiar, padornelos… A zona centro é fria, na parte da serra da estrela, porque de resto o frio mora 90% em tras-os-montes

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