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15 fantásticos locais para ver neve em Portugal

Os nevões não são tão intensos no nosso país como noutros países da Europa, mas quando acontecem são belíssimos. 15 locais para ver neve em Portugal.

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Marvão

 

O Inverno em Portugal não é tão rigoroso como noutros países do norte da Europa e, geralmente, quando cai neve ela não dura muito tempo e acaba por derreter rapidamente ao fim de poucos dias. No entanto, há locais onde é possível ver neve durante mais tempo, nomeadamente nas zonas altas da Serra da Estrela, no Parque Nacional da Peneda Gerês, na Serra de Montesinho e nas Serras do distrito de Viseu. Em alguns anos, é mesmo possível observar neve em alguns locais do Alentejo, como Marvão. Nem todos os anos são bons anos para nevar em Portugal mas, quando neva, o espectáculo é belíssimo e as famílias fazem autênticas romarias às serras para mostrar a neve às crianças. Em todo o país existe apenas um local onde é possível esquiar e fica situado na Serra da Estrela. Descubra 15 fantásticos locais para ver neve em Portugal!

 

1. Vale do Rossim

Além da água translucida e do ar puro podemos encontrar no Vale do Rossim todos os condimentos necessários para um dia bem passado… ou um fim-de-semana… ou o tempo que entendermos. Esta lagoa artificial, construída na Linha de Água da Ribeira da Fervença, foi concluída em 1956 e permitiu que fossem criadas à sua volta um conjunto de condições que transformam este sítio numa das melhores zonas de lazer em toda a Serra da Estrela. Ao longo dos anos têm sido criadas e melhoradas as infraestruturas circundantes. Existe um Restaurante, um Bar e o Parque de Campismo foi modernizado recentemente (Vale do Rossim Eco Resort). Há ainda a possibilidade de prática de desportos aquáticos e/ou radicais.

Vale do Rossim

Em Agosto o “Vale do Rossim” transforma-se num ponto de romagem com muita gente à procura da frescura da água da lagoa. Pessoalmente gosto de visitá-lo em épocas menos movimentadas… em que posso desfrutar de alguns sons que só a tranquilidade possibilita. Se gosta de fotografia visite-o também no Inverno. É um excelente sítio para caminhadas… Aconselha-se uma volta completa ao espelho de água e se ainda se sentir em forma pode sempre optar por uma visita ao Lagoacho (cerca de 4 Km). É importante levar calçado adequado e uma reserva de água.

 

2. Manteigas

Situada a aproximadamente 700m de altitude, num vale glaciar da Serra da Estrela, onde corre o rio Zêzere, a Vila de Manteigas, sede de concelho, é conhecida pela sua afamada indústria têxtil, e hoje em dia, pelo desenvolvimento turístico, dada a importância nesta área da Serra da Estrela. A região prima por uma beleza natural única, com paisagens absolutamente magníficas, que forneceram ao longo dos séculos a região com a matéria prima necessária para a produção dos seus produtos típicos: as pastagens para os rebanhos originarem a lã para os famosos têxteis e o leite para o conceituado Queijo da Serra da Estrela. A ocupação humana na região data de épocas bem anteriores à Era Cristã, mas não se conhecem muitos pormenores, sabendo-se que o primeiro foral de Manteigas foi atribuído pelo Rei D. Sancho I, em 1188.

Manteigas
Manteigas

O património edificado de Manteigas é muito interessante e conta uma história beirã que importa conhecer nas Igrejas de Santa Maria, a mais antiga da Vila, na de São Pedro e na da Misericórdia, construída provavelmente em meados do Século XVII, e nas muitas Capelas, como a do Senhor do Calvário, a de São Lourenço, a de São Gabriel, a de Santa Luzia, entre tantas outras. Digna de registo é o imponente Solar da Casa das Obras, cuja construção levou desde 1770 ao primeiro quartel do Século XIX. O Património natural da região é riquíssimo, e pontos como o Poço do Inferno com a sua deslumbrante cascata, muitas vezes transformada em gelo no Inverno, a Pedra do Urso, o Vale do Rio Zêzere, as Penhas da Saúde, são locais imperdíveis e apaixonantes. Toda a gastronomia da região da Serra da Estrela está bem representada e apresentada em Manteigas, com uma boa oferta de Restauração e de Hotelaria.

 

3. Bragança

Bragança, cidade sede de distrito e município, situada no extremo Norte de Portugal, próxima da fronteira com Espanha, na região anteriormente conhecida como Trás-os-Montes, é uma histórica e bem antiga cidade em que, a dificuldade de acessos e a localização num dos extremos do País, permitiu a manutenção de tradições e costumes por longos séculos. Bragança era já uma povoação importante no período de ocupação romana, tendo mesmo sido apelidada de “Juliobriga” e “Brigantia”, mas vestígios de ocupação anterior, no Paleolítico, foram também encontrados. D. Sancho I repovoou a cidade, e nomeou-a finalmente de Bragança, após muitas ocupações e pertenças e, dada a sua situação estratégica, sobretudo a nível militar e de controlo de vias de trânsito, sendo igualmente um local de passagem para as peregrinações a S. Tiago de Compostela desde o século XII.

Bragança
Bragança

O núcleo urbano medieval, murado e acastelado, no século XII, mantém-se na Cidadela, dignamente representada pela imponente Torre de Menagem do Castelo, pelo Pelourinho, pela Igreja de Santa Maria e pela Domus Municipalis, edifício único na Península Ibérica de arquitectura Românica, com a forma de um pentágono irregular, construído no século XII, e a Torre da Princesa, um magnífico miradouro com vista para a cidade. O centro da cidade, já fora da cidadela Bragantina, é constituído por excelentes monumentos dignos de registo como a bonita Praça da Sé, o Cruzeiro de 1689, a Sé Catedral do século XVI e o Palacete dos Calaínhos do século XVIII. O património religioso é igualmente rico, como se pode observar nas Igrejas da Misericórdia, de São Bento, de São Vicente, ou o Convento e igreja de São Francisco e, já fora do centro, a importante Igreja do Mosteiro de Castro de Avelãs do século XII. Bragança é, pois, uma bonita cidade histórica, com forte legado medieval, com muito para mostrar e contar, onde a tradição é acarinhada e continuada, como se pode observar nos variados trabalhos artesanais, de tecelagem, couro, burel, olaria, cestaria ou cobre, ou na típica e deliciosa Gastronomia transmontana.

 

4. Montalegre

Vila transmontana, sede de concelho, situa-se na linda região das terras altas de Barroso, que incluem as serras do Gerês, do Larouco e do Barroso, e formam uma zona natural de serras, carvalhais, rios e ribeiros, árida e ao mesmo tempo aconchegante. Devido ao seu longo isolamento ainda se encontram em Barroso costumes que vêm desde remotos séculos, já desaparecidos noutras regiões, mas tão bem mantidos por esta zona. Parte do concelho de Montalegre está inserido no importante Parque Nacional da Peneda-Gerês. Um pouco por toda a região encontram-se vestígios arqueológicos que mostram uma presença humana já desde tempos pré-históricos, de facto no local onde se encontra a vila de Montalegre, é provável que tenha existido um povoado castrejo pré-histórico que, mais tarde, teria dado lugar a um povoado de vocação agro-pastoril.

Montalegre
Montalegre

Por Montalegre habitaram Lusitanos, Celtas, Visigodos, Suevos e, claro, Romanos, que deixaram um importante património arqueológico, tendo sido posteriormente uma terra importante na Idade Média, dado a sua localização estratégica. Montalegre conta, pois, com uma interessante história e um património rico. O seu castelo do século XIV, com a imponente Torre de Menagem com 27 metros de altura, provavelmente o terceiro castelo a ser construído nesta localidade, a Capela da Misericórdia, e toda a arquitectura rural granítica atestam o valor patrimonial de Montalegre. Todo o concelho de Montalegre respira este ambiente histórico e pitoresco, como as Igrejas Românicas de São Vicente de Chã e de Viade e as várias casas senhoriais espalhadas pela região, que tão bem têm sido mantidas, muitas delas hoje em dia transformadas em unidades de alojamento turístico de qualidade. Região de forte cariz tradicional, conserva o seu artesanato típico de peças de madeira e bordados em linho e rendas, e uma gastronomia afamada, sobretudo no que toca à produção de enchidos e presunto, sendo a Feira do Fumeiro que se realiza anualmente em Janeiro, a oportunidade ideal para adquirir estas iguarias.

 

5. Marvão

Bem próxima com a fronteira de Espanha, situada entre Castelo de Vide e Portalegre, no ponto mais alto da bonita Serra de São Mamede, na região Alentejana, encontra-se a encantadora Vila de Marvão. Num ambiente de paz de espírito e tranquilidade, rodeada por muralhas do século XIII e do século XVII, Marvão ergue-se bem alta esta histórica vila de ruas sinuosas e branco casario, mostrando que o tempo não é tão rápido e veloz como tantas vezes parece. Os vestígios históricos da região remontam aos períodos Paleolítico e Neolítico, tendo sido encontrados inúmeros menires e antas, bem como uma importante estação romana, que atestam a longevidade destas paragens.

Marvão

A sua localização estratégica, por se encontrar no ponto mais alto da Serra de São Mamede, com difíceis acessos, que serviram como protecção natural, e tão próxima da fronteira, fez com que fosse um bastião defensivo Português durante séculos, travando-se aqui diversas batalhas e lutas políticas. Ao visitar Marvão tem-se a certeza de se visitar a própria história, que corre nestas ruas estreitas de arquitectura alentejana, heranças góticas, manuelinas e testemunhos medievais de outros tempos e mesteres, marcados no típico granito local. O Castelo e as imponentes muralhas do século XIII são monumentos inesquecíveis da Vila, mas Marvão tem bem mais para oferecer, como a Igreja Matriz do século XV, a antiga Igreja de Santa Maria, hoje interessante Museu Municipal, albergando colecções etnológicas e arqueológicas da região. Localizada bem às portas do Parque Natural da Serra de São Mamede, do alto de Marvão tem-se vistas surpreendentes sobre toda a envolvente área, destacando-se pontos como a Torre de Menagem ou a Pousada de Santa Maria, de onde se conseguem panoramas fantásticos.

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