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15 locais de visita obrigatória em Trás-os-Montes

É uma das regiões mais genuínas do país e fazer uma lista deste género é sempre injusto, mas estes são os 15 locais de visita obrigatória em Trás-os-Montes.

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locais de visita obrigatória em Trás-os-Montes
Amendoeiras em Flor - Foz Côa

Trás-os-Montes, o Reino Maravilhoso de Miguel Torga. Aqui, no norte de Portugal, pode encontrar alguns dos recantos mais genuínos do nosso país. Aldeias preservadas que parecem paradas no tempo, tradições milenares, castelos, áreas naturais protegidas e vida selvagem. Trás-os-Montes e Alto Douro possui quase tudo aquilo que um turista procura para ter umas férias fantásticas. Aliado a tudo isto… uma riqueza gastronómica impressionante e um povo genuíno, acolhedor e hospitaleiro que o fará sentir em casa.

O turismo em Trás-os-Montes tem crescido exponencialmente e, sejamos honestos, é melhor descobrir esta fantástica região do nordeste do país antes que tudo se torne demasiado massificado. Parta à descoberta e conheça 15 locais de visita obrigatória em Trás-os-Montes.

1. Chaves

locais para visitar em Chaves
Chaves

Foram as legiões romanas, que há dois milénios, dominaram esses homens, que até aí tinham vivido, como deuses, alcandorados no cimo das montanhas e se instalaram de modo especial no vale, fertilíssimo do Tâmega. Fixaram-se onde hoje é a cidade e distribuíram pequenas fortificações pelas alturas circundantes, aproveitando, para tais guardas-avançadas, alguns dos castros conquistados.

Tanta importância adquiriu este núcleo urbano, nessa época, que foi elevado à categoria de Município, quando no ano 79 dominava Vespasiano, primeiro César da Família Flavia. Será esta a origem de Aquae Flaviae, designação antiga da actual cidade de Chaves.

2. Pinhão

Estação do Pinhão

Bonita vila da região Norte do País, o Pinhão situa-se na margem direita do Rio Douro, sendo considerada o coração do Alto Douro Vinhateiro, onde se localizam as muitas quintas que produzem o vinho do Porto, inserida numa das áreas classificadas pela UNESCO como património cultural da Humanidade. Pinhão deve o seu topónimo ao rio com o mesmo nome, afluente do rio Douro, cuja bonita foz se encontra nesta localidade.

A paisagem envolvente é de uma beleza única, rodeada de uma natureza luxuriante com o Rio Douro como companheiro e casas senhoriais, quintas e solares que atestam a riqueza que o vinho do Porto tem concedido à região, estando a vila construída em desníveis que a parecem encaminhar para o encantador rio.

Um dos principais conjuntos patrimoniais da vila é a bonita Estação de Caminhos de Ferro, construída no século XIX, com painéis de azulejos de grande beleza retratando cenas quotidianas de Pinhão, bem como a produção do Vinho do Porto, desde a vindima, passando pelo pisar das uvas até ao transporte de rabelo até aos armazéns do Porto.

3. Palácio de Mateus (Vila Real)

Palácio de Mateus

O Palácio, Casa ou Solar de Mateus, em Vila Real, é uma das obras mais significativas da arquitectura civil portuguesa do período barroco. Na realidade, e apesar das muitas questões de autoria que permanecem por esclarecer, neste sumptuoso solar podemos observar um dos modelos arquitectónicos de maior erudição, que tira partido de uma planta em U, dinamizada pelos pátios e escadarias.

Não se sabe ao certo em que data começou a ser construído. Em 1743, o então arcebispo D. José de Bragança foi informado de que António José Botelho Mourão havia demolido um palácio para construir um outro muito melhor. Razão pela qual se pensa que, nesta data, a edificação do Solar estaria já em fase adiantada.

4. Linha do Douro

Linha do Douro – Rui Videira

É um passeio a não perder. De comboio, pela linha do Douro, até ao Pocinho. Uma viagem de encanto. Quase sempre junto ao Douro, proporciona-nos momentos inesquecíveis. Mas tem-se falado em acabar com esta linha e deixá-la somente até à Régua. O que seria verdadeiramente de lamentar.

Portugal ficará mais pobre se perder esta linha mágica. Para além do olhar, a viagem começa a ter sabor. Por árvores variadas, pequenos campos, vinhas, e o Douro como estrada que não suporta passos, chegamos à Régua. Fica o comboio mais só. Nesta manhã há pouca gente a entrar na Régua, muita a sair. Desta estação partem automotoras novas para Vila Real, a linha do Corgo.

5. Arribas do Douro

Arribas do Douro

O Rio Douro, com os seus 928 Km de extensão, constitui uma das maiores bacias hidrográficas da Europa Ocidental, que se destaca pelos notáveis valores histórico-culturais, artísticos e ambientais. Após o seu lento percurso pelas planícies cerealíferas da meseta, o Douro forma a fronteira natural entre Portugal e Espanha.

Nesta zona, conhecida como“Douro Internacional” no nosso país e “Arribes del Duero” em Espanha a natureza foi pródiga na beleza paisagística e na biodiversidade. De Zamora até Barca d’Alva e ao longo de perto de 150 km, o rio desce de 640 metros de altitude para cerca de 150 metros. É uma descida violenta criando uma linha de fronteira inexpugnável. As gentes de ambas as margens limitaram-se durante séculos a olhar-se à distância.

6. Mirandela

Mirandela

A cidade de Mirandela localiza-se no Vale do Rio Tua, numa zona aplanada de solos muito férteis onde se cultivam oliveiras. À sua volta, encontram-se muitos montes e, por essas razões, em Mirandela verifica-se um microclima caracterizado por Verões abafados e quentes, que lhe dão a alcunha de Terra Quente Transmontana.

A Serra de Santa Comba é um marco incontornável no horizonte do concelho mirandelense, com três dos seus pontos mais altos. O concelho de Mirandela é a atravessado pelos rios Rabaçal e Tuela que aqui formam o Rio Tua.

7. Foz Côa

Foz Côa – Maria Flor

Situada na região do Alto Douro, numa área de terras xistosas também conhecidas como “Terra Quente”, Vila Nova de Foz Côa é uma cidade, sede de concelho, que viu o seu nome correr fronteiras pela descoberta e classificação como Património Mundial da Humanidade pela UNESCO das suas gravuras rupestres paleolíticas ao ar livre no vale do Rio Côa, um dos maiores centros arqueológicos de arte rupestre da Europa.

Região maioritariamente agrícola, é também conhecida como a “Capital da Amendoeira”, devido à grande densidade desta árvore no concelho, em parte derivada do especial microclima de cariz mediterrânico que aqui se faz sentir, permitindo paisagens sem igual quando estas amendoeiras florescem e vestem os campos de branco e rosa, normalmente na segunda semana de Fevereiro prosseguindo até aos primeiros dias de Março.

8. Vidago

Palácio de Vidago

Vidago está situada a quinze quilómetros de Chaves, sede do concelho a que pertence. Fica na zona sul da circunscrição, sendo atravessada pela estrada nacional nº2. A vila está localizada no fundo de um vale apertado onde confluem o rio Avelames e a Ribeira de Oura, em cujas margens se plantam videiras. Em volta estão as serras do Alvão e da Padrela.

Há quem diga que Vidago foi uma estância termal no tempo dos Romanos, que ali iam fazer as suas curas e tanto bebiam como lavavam os seus corpos nas santas águas, para curar os seus males. Sabe-se que o seu povoamento é muito anterior ao século XII, embora nessa altura não passasse de uma aldeia sem mais importância do que as circunvizinhas.

9. Pitões das Júnias

Pitões das Júnias – Rui Videira

Herdeira natural da velhíssima freguesia de São Vicente do Gerês, nas profundezas do rio Beredo, que recebe águas de vários ribeirinhos na montanha, Pitões é a povoação mais alta de Barroso, na cota dos 1100 metros. Este facto contribuiu em grande medida para a elevada qualidade do presunto e fumeiro desta localidade.

Sempre foi conhecida por ser terra de gente lutadora e mesmo guerreira: não resistiu à destruição do Castelo, nem do Mosteiro, nem da sua “república ancestral” (conjunto de normas comunitárias e democráticas dos seus habitantes) mas resistiu aos Menezes, condes da Ponte da Barca, a quem um rapaz de casa do Alferes foi raptar uma filha com a qual casou; e resistiu à pilhagem e assaltos sistemáticos que os Castelhanos organizavam durante a guerra da Restauração.

10. Ponte da Misarela

Ponte da Misarela
Ponte da Misarela

A bonita Ponte da Misarela situa-se sobre o cristalino rio Rabagão, em pleno Gerês, perto da Barragem da Venda Nova, mais propriamente no lugar da Misarela, freguesia de Ferral, no concelho de Montalegre. Esta estrutura data provavelmente da época medieval, ou pelo menos de tradição arquitectónica medieval, enquadrada de forma espectacular na paisagem de densa vegetação.

A ponte está associada a uma já famosa lenda, onde o protagonista é o Diabo, daí que muitas vezes esta seja apelidada de “ponte do Diabo”. Reza a lenda que certo dia um criminoso ao fugir da justiça vê-se encurralado nos penhascos sobranceiros ao rio Rabagão.

Em desespero, apelou, à ajuda do diabo, que acedeu, pedindo em troca a sua alma. O diabo fez então aparecer uma Ponte ligando as margens do rio, passando então o criminoso, mas de seguida fazendo-a desaparecer, travando assim as autoridades.

11. Cidadela de Bragança

Bragança

Recinto fortificado no centro histórico de Bragança, que já fez parte de uma cerca muito mais vasta, em que se destacam as muralhas do castelo, a elegante Torre de Menagem, a “Domus Municipalis” e o Pelourinho. Todo este monumental conjunto, pela sua magnificência e grandiosidade, pelo seu inquestionável valor histórico e patrimonial, bem poderia fazer parte integrante do “património mundial”.

A sua singularidade e excelência bem o justificam. O Castelo, – que ainda hoje domina o aglomerado – vai funcionar, através dos tempos, pela massa imponente, pelo volume, pelo gigantismo arquitectónico, como presença forte de “portugalidade” junto à fronteira, como um importante espaço, simultaneamente, “segurizante” e dissuasor…

12. Gimonde

Gimonde (Bragança)

As paisagens soberbas, a riqueza patrimonial e o pitoresco do quotidiano rural fazem de Gimonde o sítio ideal para uma escapadela de fim-de-semana ou férias, em total comunhão com a natureza.

Situada no concelho de Bragança, Gimonde oferece a quem o visita o melhor e o mais genuíno da terra fria transmontana, sempre com o calor humano o a arte de bem receber dos seus habitantes.

13. Rio de Onor

Rio de Onor
Rio de Onor

A aldeia de Rio de Onor está inserida no Parque Natural de Montesinho, concelho de Bragança, sendo atravessada pela fronteira com Espanha. De um lado, Rio de Onor, do outro, Rihonor de Castilla.

Esta aldeia comunitária é uma das mais bem preservadas do Parque Natural de Montesinho, com casas típicas serranas em xisto com varandas alpendradas, muito bem recuperadas. A aldeia raiana é atravessada pelo rio Onor, também conhecido como rio Contensa, e a sua praia fluvial convida a momentos de descanso, junto às águas límpidas do rio!

14. Vilarinho de Negrões

Vilarinho de Negrões

Na margem sul da Albufeira do Alto Rabagão encontra-se Vilarinho de Negrões, uma das aldeias mais pitorescas de toda a região, pelo seu casario ainda relativamente preservado e, acima de tudo, por se encontrar sobre uma estreita e bela península – um pedacinho de terra poupado à subida das águas. Vilarinho é assim uma terra que se vê diariamente ao espelho e se distingue à distância pela sua perfeita simetria, uma espécie de Jardim do Éden português.

Perto, situa-se a freguesia de Negrões, alma gémea, que possui um forno todo em granito. É um monumento a contrastar com canastros esguios, onde o milho e o centeio se conservam. Prepare-se, a região do Barroso é diferente de tudo aquilo que alguma vez já viu!

Na calma da manhã é possível observar alguns mergulhões de crista e outras aves aquáticas que aqui costumam passar o Inverno, fugindo aos rigores das latitudes mais a norte; à medida que os primeiros raios de sol vão levantando, o nevoeiro e os vizinhos humanos começam a acordar, afastam-se para uma pequena ilhota deserta formada por um enorme penedo.

15. Montesinho

Montesinho
Montesinho

Situada a norte da cidade de Bragança, na fronteira com Espanha, a aldeia de Montesinho partilha o nome com a serrania que a acolhe. Considerada como uma das aldeias mais carismáticas do Parque Natural de Montesinho, o aglomerado habitacional, configura-se alongado e paralelo ao curso da ribeira de Vilar, é notoriamente reconhecido pelo seu bom estado de conservação.

Não muito longe da aldeia de Montesinho fica também o antigo complexo mineiro do Portelo. Esta mina, actualmente inactiva, era das mais importantes explorações de estanho do nordeste transmontano, tendo sido nos finais da década de 1960 a mina de estanho mais produtiva de Portugal.

6 COMENTÁRIOS

  1. EU SOU GENRO DE UMA PESSOA ORIUNDA DESTA CIDADE (TRAZ OS MONTES- PORTUGAL) MINHA SOGRA, ELA VEIO ARA O BRASIL BEM PEQUENA, COM MAIS OU MENOS 2 ANOS DE VIDA, É POR ISSO QUE NÃO LEMBRA DE NADA A NÃO SER DO NOME DA CIDADE ONDE NASCEU. MOSTREI AS FOTOS DISPONÍVEIS NO GOOGLE CHROME E A MESMA FICOU EXTASIADA COM A BELEZA DA CIDADE, GOSTARIA DE PODER PROPORCIONAR UMA VIAGEM PARA ELA VISITAR NOVAMENTE SUA TERRA NATAL, MAS EU ACHO QUE É IMPOSSÍVEL, MAS NOS CONTENTAMOS COM A VISTA MARAVILHOSA DESTA CIDADE.

  2. Meu pai veio desta cidade com doze anos em 1952. Olhando estas fotos sinto muita saudades dele, que já descansa desta vida. Não desejo, mas se um dia Deus preparar gostaria de ir lá.

  3. Traz dos montes gostaria de sabe onde meus avós nasceram. Ela Maria da Conceição e ele Inácio Loureiro a idade dela era 28.02.1900.

  4. Meu pai veio de Trás os Montes ainda pequeno com 6 anos, ele lembrava bem que moravam em uma casa de pedra, não pode voltar.Sonho com isso mas não tenho condições físicas para enfrentar essa viagem.Mesmo porque a gente tem que andar para curtir.E Trás os Montes fica a 700 milímetros de Lisboa só de avião né.

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