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12 locais secretos que os turistas visitam mas que os lisboetas ainda não descobriram

Tem a certeza que conhece bem a sua cidade? Há uma Lisboa que você não conhece mas que os turistas já descobriram. Parta você também à descoberta de Lisboa.

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Igreja de São Roque
Igreja de São Roque

Somos, frequentemente, estrangeiros dentro da nossa própria cidade. E não são raras as vezes em que, quem vem de fora, quem aqui vem apenas de visita ou para fazer turismo, conhece mais sobre os segredos de Lisboa do que os próprios lisboetas. Os turistas, munidos da curiosidade própria de quem quer descobrir os locais mais belos de Lisboa, possuem uma maior tendência para visitar alguns locais e monumentos que infelizmente, passam despercebidos à grande maioria dos alfacinhas. Talvez isso aconteça por causa da rotina, porque já estamos tão habituados à cidade que nem sequer reparamos nos seus segredos, nos seus detalhes.

De qualquer das formas, se quer inverter esta tendência e conhecer realmente a cidade onde mora, siga as nossas dicas e descubras os locais mais secretos de Lisboa… para os seus próprios habitantes. Talvez após ler este artigo passe a olhar para a sua cidade com outros olhos e descubra uma Lisboa (ainda) mais bela do que aquilo que imaginava.

 

1. Palácio Fronteira

A casa do Marquês de Fronteira, datada de 1670, é, sem dúvida alguma, um palácio glorioso difícil de ultrapassar. Para além do seu jardim altamente escultural, existem quartos recheados de azulejos decorativos dos séculos XVII e XVIII que retratam batalhas e cenas de caça, com tons únicos. Acredite que não irá encontrar nada que se lhe compare em Lisboa.

Palácio Fronteira
Jardim do Palácio dos Marqueses de Fronteira

Se aprecia azulejos e grandes interiores, este é o sítio para ir. A Sala das Batalhas já tem sido considerada “a Capela Sistina da azulejaria portuguesa”. O horário de abertura é limitado, portanto é aconselhável reservar com antecedência.

 

2. Palácio Foz

O Palácio da Foz, inicialmente chamado de Palácio Castelo Melhor foi projectado no século XVIII, mas a sua construção estendeu-se até meados do século XIX. A fachada e a estrutura geral do Palácio da Foz é de estilo setecentista, enquanto que o interior que foi remodelado posteriormente tem uma decoração de carácter revivalista, característica da segunda metade do século XIX.

Palácio Foz
Palácio Foz

Quando o Palácio da Foz começou a ser construído, apenas existia nesse local um extenso terreno de hortas. Hoje, está rodeado de civilização. Em 1755, foi construído aí próximo o Passeio Público do Rossio, um enorme jardim que foi inaugurado em 1764. Durante muitos anos, este jardim foi um dos centros de reunião da sociedade lisboeta e, quando foi demolido, em 1879, gerou-se uma grande contestação em volta dessa demolição. Mesmo assim, o Passeio Público do Rossio foi demolido para que aí fosse aberta a Avenida da Liberdade.

 

3. Reservatório da Patriarcal

Instalado no subsolo do jardim do Príncipe Real, o Reservatório da Patriarcal, também denominado por Reservatório da Praça de D. Pedro V, foi projectado em 1856, integrado no projecto de abastecimento de água a Lisboa do Engenheiro francês Louis-Charles Mary. Programado para abastecer a zona baixa da cidade de Lisboa, este reservatório foi construído entre 1860 e 1864. A sua forma octogonal coincide com a do polígono representado pelo gradeamento de ferro em volta do lago que está localizado sobre o depósito, no centro do jardim do Príncipe Real. A cisterna, inicialmente abastecida pelo Aqueduto das Águas Livres e a partir de 1833 pelo sistema Alviela, foi edificada em alvenaria de pedra, sendo composta por dois compartimentos com capacidade total de 884 m3 de água.

Museu da Água
Museu da Água

A função principal deste reservatório foi a regulação da pressão entre o Reservatório do Arco (na Rua das Amoreiras) e a canalização da zona baixa da cidade. Os trinta e um pilares de 9,25 metros, com diferentes larguras, suportam os arcos em cantaria, que por sua vez sustentam as abóbadas. Sobre as abóbadas assentou a bacia (lago) munida com o repuxo. Tanto o lago como o repuxo estariam destinados a arejar as águas antes delas entrarem no depósito. A água repuxada entrava no reservatório através de quatro aberturas colocadas no fundo da bacia, munidas com tubos que se prolongavam até à superfície da água e que funcionavam como escoadouros. O Reservatório da Patriarcal foi desactivado no final dos anos 40, do século XX. Desde 1994 está integrado no Museu da Água que promove e dinamiza visitas livres e guiadas a este espaço.

 

4. Basílica da Estrela

A basílica da Estrela fica defronte do jardim da Estrela e é composta por uma igreja e um antigo convento de freiras carmelitas. Identifica-se pela grande cúpula branca e é uma versão simplificada do convento de Mafra, em estilo neoclássico e barroco. A sua grande fachada está ladeada por duas torres gémeas, decoradas com estátuas de santos e alegorias.

Basílica da Estrela

Foi construída em resultado de um voto da rainha D. Maria I, que no dia do seu casamento com D. Pedro, prometeu erguer um convento se tivesse um filho. Em 1761, foi mãe de um rapaz, mas como o terramoto de 1755 deu prioridade à reconstrução de Lisboa, o cumprimento da sua promessa ficou adiado. As obras da basílica da Estrela só começaram em 1779, sob a direcção do arquitecto Mateus Vicente de Oliveira, depois substituído por Reinaldo Manuel do Santos.

2 COMENTÁRIOS

  1. Conheço todos menos o Reservatório ds Patriarcal mas apenas por uma questão de fobia…não suporto poços cisternas tudo o que seja fechado com águas paradas.Mas há outros sítios bem interessantes também que não mencionaram. Eu ando muito a pé em Lisboa e conheço um monte deles para todos os gostos

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