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12 fantásticos locais para visitar perto de Braga

Nos arredores de Braga há muito para descobrir: pequenas aldeias, natureza e parques verdes, cidades repletas de história e monumentos seculares.

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9. Lindoso

Lindoso, como o próprio nome indica, é uma bonita aldeia minhota, fronteiriça com Espanha, estendendo-se pela Serra Amarela e pela Serra do Cabril, na margem esquerda do Rio Lima. Diz-se que o seu nome deriva das palavras do Rei D.Dinis, encantado com a graciosidade do lugar, contudo o topónimo derivará de Limitosum (Limesitis). A aldeia é composta por típicas casas antigas de granito, subsistindo ainda em algumas instalações agrícolas a pitoresca cobertura de colmo, e foi, desde os inícios da nacionalidade Portuguesa, um importante bastião de defesa nacional.

Lindoso
Lindoso – Rui Videira

Prova desta importância histórica e militar é o seu imponente Castelo, hoje um interessante espaço museológico. Outro dos mais importantes monumentos e marcos culturais de Lindoso é o Largo dos Espigueiros, situado entre o castelo e o cruzeiro granítico, existindo um grande número de belíssimos espigueiros por toda a região.

 

10. Arcos de Valdevez

Arcos de Valdevez é uma lindíssima vila, sede de concelho, do Alto Minho, rodeada de natureza verdejante e banhada pelo bonito Rio Vez, está inserida no único Parque Nacional do País: o Parque Nacional da Peneda-Gerês. Com ocupação humana desde tempos pré-históricos, como o testemunham os diversos achados arqueológicos de espaços funerários pré-históricos, que incorpora cerca de uma dezena de monumentos distribuídos por uma zona planáltica, destacando-se o Núcleo Megalítico do Mezio, que vale a pena conhecer.

Arcos de Valdevez
Arcos de Valdevez

A terra é visivelmente fértil e a vila encantadora, com as suas ruas e casario irregular, velhas mansões e igrejas, como a Igreja de Nossa Senhora da Lapa, de 1767, em estilo barroco, e a bonita Igreja Matriz. A não perder é o antigo Campo da Feira, desde 1456, à beira rio, proporcionando bonitas paisagens e paz de espírito.

 

11. Moinhos de Rei

Moinhos de Rei, acolhe um agradável área de lazer com condições para a ocupação salutar dos tempos livres e a fruição de uma paisagem natural de grande beleza que é alegremente proporcionada a quem ali se desloca. Conjunto de moinhos, construídos no reinado de D. Dinis, primeiro rei que no nosso país, sobretudo no Entre-Douro-e-Minho, incentivou e desenvolveu a indústria da moagem. Até aí era quase exclusivamente realizada pelo esforço do homem ou do animal, esmagando o cereal primeiramente entre duas pedras e recorrendo depois ao pilão e ao gral.

Moinhos de Rei
Moinhos de Rei

A invenção dos moinhos de água (azenhas) abriu uma nova era na moagem, actividade antes realizada pelo moinho-a-braços. Estes moinhos comunitários pertenciam ao Rei e declarava-se que metade do seu rendimento seria para a Coroa. Mais tarde passaram a pagar ao Rei apenas um imposto simbólico. Os moinhos de mós passaram a aparecer nos primeiros anos da Monarquia, sabendo-se que em Julho de 1157, sendo Gualdim Pais “mestre absoluto da Ordem do Templo, houve uma doação régia que a este Mestre e à sua Ordem se fez de oito moinhos na Ribeira de Alviela”.

 

12. Amarante

Quem visita Amarante, acaba, invariavelmente, por construir uma leitura própria: tão rica quanto a vontade e tão diversa quanto a sorte. Por quantos roteiros definem o concelho, tantas podem ser as imagens e os sabores que os visitantes levam no regresso: arquitectura, religião, arte, natureza, gastronomia. Descobrir Amarante é uma aventura que apetece viver. Se a natureza é quem chama, então o destino é o Tâmega ou as Serras do Marão e da Aboboreira, que oferecem paisagens de sonho, aldeias de gente acolhedora e ricas tradições, edificadas em xisto e granito. Se o apelo vem do espírito, o percurso já se faz pela cidade, com passagem obrigatória pelo convento e igrejas de S. Gonçalo, S. Pedro e S. Domingos, o museu de Arte Sacra e outros exemplares do barroco e do românico, espalhados pelo município. É igualmente irrecusável a descoberta dos grandes nomes das artes que nos engrandecem e levam além-fronteiras, visitando o museu Amadeo de Souza-Cardoso e a Biblioteca Albano Sardoeira.

Amarante
Amarante

As festas e romarias mantêm o melhor da tradição popular e encerram a identidade das gentes do concelho, manifestando-se por todas as freguesias, das quais destacamos as “Festas do Junho”, em honra de S. Gonçalo. À mesa realça-se a vitela maronesa, o cabrito e o bacalhau, regados pelo bom vinho verde, que aqui encontra condições únicas de maturação. A rematar o repasto temos a doçaria conventual e de oferta variada: papos d’anjo, foguetes, lérias, brisas do Tâmega, entre outros. Amarante é encruzilhada, para onde confluem a história, as tradições e a natureza, proporcionando, para lá das suas fronteiras, a descoberta das Terras de Basto, do Minho, de Trás-os-Montes, do Douro e do Porto.

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