9. Igreja de São João Baptista
A Igreja de São João Baptista está empoleirada sobre a praça da República de Tomar, a cidade dos Templários em Portugal. É uma igreja gótica cuja data de fundação é desconhecida, mas sabe-se que a sua reconstrução foi efectuada no final do século XV, sob as ordens de D. Manuel I. Destaca-se o seu belo pórtico de estilo gótico flamejante, bem como o púlpito à esquerda da nave, desenhada por um artista francês anónimo; e o sólido estilo da torre de sino de estilo manuelino, com base rectangular no primeiro nível, octogonal no segundo, com uma abertura para as campainhas de lado; e hexagonal no topo.

No interior é de salientar ainda o púlpito de estilo gótico tardio, com enfeites de vegetais e vários quadros de grande valor artístico: vários deles flamengos, como o Tríptico do baptismo de Cristo, alguns atribuídos a Gregório Lopes, a artista como o Última Ceia ou a Decapitação de São João Baptista, todos eles do século XVI. Este edifício foi classificado como monumento nacional em 1910.
10. Sinagoga de Tomar
Com fachada muito discreta, como quase todos os templos judaicos no mundo cristão, o interior da pequena sinagoga de Tomar é uma surpresa. O tecto é suportado por 4 colunas que representam as mães de Israel: Sara, Raquel, Rebeca e Lea. Entre as colunas ligam-se 12 arcos, símbolo de 12 tribos de Israel e nos cantos da sala de culto quatro bilhas de barro ampliam o som da voz. O templo foi mando erigir pelo Infante D. Henrique, o Navegador, a quem a comunidade judaica financiou parte da obra dos Descobrimentos.

Com a expulsão dos Judeus de Portugal em 1496, a sinagoga foi fechada e teve vários usos até que foi adquirida em 1920 pelo Dr. Samuel Schwarz, que a doou ao Estado, na condição de que fosse aí instalado o Museu Luso-Hebraico. Criado em 1939, apresenta uma importante colecção de lápides, provenientes de vários locais do país, atesta a importância da cultura hebraica em Portugal. Destaca-se a lápide funerária, proveniente de Faro, alusiva ao falecimento de Rab loseph de Tomar, em 1315 e a lápide de 1308, que assinalou a fundação da segunda Sinagoga de Lisboa. O acervo integra livros e objectos da tradição e culto judaicos.
11. Igreja da Nossa Senhora da Conceição
A Igreja de Nossa Senhora da Conceição começou a ser construída em 1551, sendo um dos últimos trabalhos do arquitecto João de Castilho, com uma vasta obra em Portugal em que se inclui o Mosteiro dos Jerónimos e o Convento de Cristo. Destinava-se a panteão de D. João III, que no entanto acabou por ser sepultado na Igreja do Mosteiro dos Jerónimos. Em termos arquitectónicos, a unidade de estilo renascentista que aqui se encontra foi inovador no país.

A estrutura remete para o Templo Malatestiano de Rimini desenhado por Leon Battista Alberti, embora com elementos nacionais como as janelas perspectivadas, entre outros. De referir a decoração geométrica com florões e mascarões grotescos. Nos capitéis da zona do transepto e da capela-mor, um conjunto de símbolos de sentido funerário, como as caveiras ou a fénix, integram um programa iconográfico humanista surpreendente transmitindo uma mensagem de triunfo sobre a morte e glorificação da instituição real. Também a localização não foi escolhida ao acaso. A Igreja encontra-se entre a cidade dos Homens, a vila de Tomar, e a cidade de Deus, o Convento de Cristo.
12. Convento de Santa Iria
O Convento de Santa Iria foi construído no séc. XVI sobre um edifício muito antigo, anterior à fundação do castelo e está situado nas margens do Rio Nabão, no local onde teve lugar o martírio de Santa Iria, degolada por ordem de Britaldo. O seu corpo atirado ao rio foi dar a Santarém, onde segundo a lenda as águas do Tejo se abriram para mostrar o seu caixão. No meio do rio, um padrão assinala o local onde terá ocorrido esse milagre.

Contemporâneo das obras de ampliação do Convento de Cristo, o templo exibe na fachada norte um portal renascentista. No interior da igreja de pequenas dimensões, destaca-se na Capela dos Valles um retábulo notável em pedra calcária atribuído a João de Ruão. No exterior, por baixo do nicho com a imagem de Santa Iria, encontra-se uma pedra onde está representado um touro em relevo a que alguns esoteristas atribuem um significado simbólico, já que o animal olha para norte, em direcção ao castelo templário e à constelação Arcuturus, relacionada com a personagem do Rei Artur e as narrativas do Graal e da Távola Redonda.







