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10 pequenos países europeus que já não existem (1 deles ficava em Portugal)

A Europa foi pródiga em mudanças nas suas fronteiras e deu origem a pequenos e desconhecidos países que já não existem. Um deles ficava em Portugal.

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8. Memel

Memel
Memel

Localizado entre a Prússia Oriental e a Lituânia, o território de Memel foi criado pelo Tratado de Versalhes em 1920 e, como o Sarre e a Cidade Livre de Danzig, colocados sob o controle da Liga das Nações, enquanto se esperava que as três comunidades votassem para se juntarem à Alemanha ou não. Existiu como um território independente até que a Lituânia o invadiu em 1923, a república a que pertence hoje.

 

9. República de Uzice

República de Uzice
República de Uzice

Existiu como um estado militar criado pelos partidários do Marechal Tito no Outono de 1941, dentro da Jugoslávia ocupada pelos nazis. Estava localizado na parte ocidental da Sérvia, com um centro administrativo na cidade de Uzice. O governo foi baseado em conselhos de aldeias comunistas. Tinham um sistema postal e até construíram 145 quilómetros de caminhos de ferro. Foi reocupado pelos alemães em Novembro de 1941, escapando a maioria das forças partidárias de Tito para a Bósnia.

 

10. Couto Misto

Couto Misto
Couto Misto

O Couto Misto foi um microestado independente de facto encravado entre Espanha e Portugal, com existência entre o século X e 1868. Embora se desconheça a origem de sua instituição, ligada desde a Baixa Idade Média ao Castelo da Piconha, posteriormente vinculado à poderosa Casa de Bragança, constituía-se numa pequena área fronteiriça de cerca de 27 km² com organização própria, que não estava ligada nem à Coroa de Portugal e nem à da Espanha.

Entre os direitos e privilégios deste pequeno território encontravam-se o de asilo para os foragidos da justiça portuguesa ou espanhola, o de não dar soldados nem para um reino nem para o outro, o de isenção de impostos, o de liberdade de comércio (como o sal, objecto de estanco até 1868), a liberdade de cultivos como o do tabaco, e outros. Até à assinatura e entrada em vigor do Tratado de Lisboa (1864), em 1868, cada habitante do Couto elegia livremente a nacionalidade espanhola ou portuguesa.

A partir do Tratado, os seus domínios passaram para a soberania da Espanha, integrados nos Concelhos de Calvos de Randín (aldeias de Santiago e Rubiás ou Ruivães) e Baltar (aldeia de Meaus ou Meãos). Em contrapartida, passavam para a soberania de Portugal os chamados “povos promíscuos”, até então divididos pela linha da raia, actuais Soutelinho da Raia, Cambedo e Lama de Arcos (Chaves).

O território do Couto Misto ainda incluía uma pequena faixa desabitada que hoje integra o município português de Montalegre. Os habitantes do Couto Misto não se encontravam obrigados a uma ou outra nacionalidade, podendo inclinar-se, dependendo de razões geográficas, familiares ou tradicionais, por uma, por outra, ou por nenhuma.

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