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10 mitos e informações falsas sobre a COVID-19

Durante estes últimos meses, muitas têm sido as informações contraditórias sobre o coronavírus. Descubra os mitos e informações falsas sobre a COVID19.

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Covid-19

São muitas as informações que se escutam actualmente sobre o coronavírus, e muitas delas acabam por ser contraditórias. Este microrganismo tornou este tempo muito difícil. As informações actualmente apelam para que se fique em casa, utilize desinfetantes com frequência, se mantenha a calma e a distância social e ainda para que se procure imediatamente um médico em caso de sintomas de infecção. Mas são também muitas as fake news. Fique a conhecer 10 mitos sobre o corona vírus.

1. Significa febre, tosse e falta de ar

Embora febre, tosse e falta de ar sejam os sintomas caraterísticos do COVID-19, eles não são os únicos sinais de alerta de uma infeção. Existe uma lista actualizada de sintomas que inclui calafrios, dores musculares, dor de garganta e perda de paladar ou olfato. A tudo isto acrescem ainda outros sintomas menos comuns como dores gastrointestinais, náuseas, vómitos ou diarreia.

Apraz dizer que esta lista, entretanto aumentada e actualizada, facilita o despiste e identificação de pacientes que, de outra forma, não seriam encaminhados para situações de teste.

2. A vitamina C ajuda a curar a infeção

Acreditou-se que a vitamina C tivesse alguns benefícios de cura no surto de corona vírus. Além disso, embora os suplementos de vitamina C podem fortalecer o sistema imunitário. Contudo, ainda não há evidências de que isso possa ajudar as pessoas a combater o coronavírus.

3. Somente idosos são afetados

Embora a proporção de idosos infetados seja maior, é por causa do seu sistema imunitário mais fraco e pelas patologias associadas que tal sucede. Casos de pessoas com diabetes mellitus, doenças renais e problemas cardíacos também estão em maior risco de infeção e mortalidade. A própria obesidade começa a ser ponderada enquanto fator de risco associado. Portanto, os jovens também são infetados, embora as taxas de mortalidade sejam menores.

4. O alho ajuda a infeção a desaparecer

As propriedades antimicrobianas do alho são associadas à cura de patologias. Este fator leva as pessoas a julgar que também evita a infeção por corona vírus. No entanto, a OMS já esclareceu que não há evidências de que impeça o vírus.

5. O verão significa declínio do vírus

Embora os coronavírus anteriores – SARS e MERS – tenham sobrevivido melhor em ambientes frios, não há garantia de que o mesmo seja verdade para o COVID-19. A partir das evidências até agora, este coronavírus pode ser transmitido em todas as áreas, incluindo áreas com clima quente e húmido. Assumir que o vírus desaparece no verão é portanto falso, conforme comprovam os novos casos que recorrentemente surgem.

6. Após a recuperação o distanciamento social não é necessário

A recuperação da infecção por coronavírus, não implica esquecer as medidas preventivas, nomeadamente o distanciamento social. Esta situação é devida à inexistência de uma resposta definitiva para saber se uma infeção anterior fornece imunidade prolongada.

7. Comer carne aumenta a probabilidade de infeção

O vírus não se espalha pelo consumo de carne ou peixe. Portanto evitar este consumo não confere proteção. O contágio decorre do contato com gotículas respiratórias de uma pessoa infetada. A única maneira de o evitar é o uso regular de desinfetantes para as mãos e o distanciamento social.

8. Prender a respiração por dez segundos sem desconforto significa ausência de infeção

Muitos pacientes jovens conseguem prender a respiração por mais tempo, enquanto os idosos não conseguem prender a respiração por 10 segundos, mesmo sem a infeção. Portanto tal situação não comprova rigorosamente nada. A única maneira de garantir ausência de infeção é fazer um teste de laboratório.

9. Os cães podem causar coronavírus

Este mito começou quando um cão foi testado positivo em Hong Kong. Mais tarde, porém, verificou-se que era o proprietário do cão quem estava infetado com o vírus. Não existem provas científicas de que o novo coronavírus seja transmitido dos cães para outros animais ou para os humanos.

10. A pulverização de álcool ou cloro em todo o corpo mata o vírus

Pulverizar o corpo com álcool ou cloro por todo o corpo não mata os vírus que já entraram no corpo. São essencialmente úteis para desinfetar superfícies quando usadas de acordo com as recomendações apropriadas. Contudo, usá-los no corpo pode ser prejudicial para roupas ou membranas mucosas, nomeadamente olhos e boca.

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