Início Viagens 10 locais em Portugal longe dos roteiros turísticos tradicionais

10 locais em Portugal longe dos roteiros turísticos tradicionais

Longe dos locais onde impera o turismo de massas, existem mil e um pequenos paraísos por descobrir. Conheça 10 locais em Portugal longe dos roteiros turísticos.

2
portugal longe dos roteiros turísticos tradicionais
Azenhas do Mar

 

Longe do turismo de massas, longe da multidão de turistas e dos guias oficiais, há um Portugal mágico e imenso por descobrir. Viajar pelo Portugal mais profundo é descobrir locais onde a cultura tradicional ainda se mantém viva e onde as suas gentes teimam em preservar as tradições dos seus antepassados. Viaje connosco e descubra 10 locais em Portugal longe dos roteiros turísticos tradicionais.

 

1. Portas de Ródão

Classificada desde 2009 como Monumento Natural, esta é, de fato, uma das mais majestosas construções da natureza em terras lusitanas e um dos pontos altos do Rio Tejo. A formação geológica foi criada por uma falha tectónica e pela erosão das águas do Rio junto do relevo rochoso da Serra das Talhadas, fracturando-a e abrindo um caminho de 45 metros de largura, onde o Rio hoje continua seu curso natural.

Portas de Ródão

A biodiversidade é uma das riquezas das Portas de Ródão, atraindo bird watchers e abrigando algumas espécies raras e em vias de extinção. Também por isso, vale a pena se entregar a um dos barcos que operam passeios turísticos ao longo do Rio, parar na ponte que o atravessa ou pegar o trem da linha da Beira Baixa.

 

2. Arquipélago das Berlengas

Quando se fala em ilhas e arquipélagos de Portugal, Açores e Madeira surgem no topo da lista. Não é difícil encontrar portugueses que não conheçam o Arquipélago das Berlengas e já tenham visitado Açores e Madeira (bem mais longe no Atlântico, acessíveis apenas em viagens de avião) mais do que uma vez. A boa notícia é: comparações à parte, as Berlengas têm muito para oferecer aos visitantes.

Forte de São João Baptista
Forte de São João Baptista

A pouco mais de 10km da cidade costeira de Peniche, é fácil chegar à ilha principal, Berlenga Grande, através de um ferry boat que opera entre maio e Setembro (no resto do ano, o Atlântico não deixa). O arquipélago é parcialmente desabitado, excepção feita à ilha principal, onde o mar rico em diferentes espécies de peixe serve de sustento à população.

 

3. Praia Fluvial da Mina de S. Domingos

A sugestão vai para aqueles que preferem a tranquilidade do campo, mas que mesmo assim não abdicam da praia no verão. Localizada no coração do Alentejo, no concelho de Mértola, esta praia não tem água salgada, mas tem areia e água morna, em um refrescante contraste com a paisagem seca desta região do país.

Praia Fluvial da Mina de S. Domingos

Desde 2012 considerada Praia de Qualidade de Ouro, o lugar oferece todas as condições de segurança e acessibilidade, além de estar equipada com espaços de lazer, como um parque com grelha para os churrasqueiros de plantão, ou um anfiteatro, palco de espectáculos e sessões de cinema ao ar livre quando se recolhem as toalhas e o dia dá lugar à noite.

 

4. Praia da Arrifana

Fica no Algarve, é verdade, na zona oeste, em Aljezur, mas, se você quiser aproveitar os quase mil quilómetros de costa que Portugal continental tem para oferecer durante o verão europeu – tarefa obrigatória -, este é um dos lugares onde ainda é possível manter uma relação a dois com o seu espaço de areia, sem ninguém interferindo. Muitas outras praias algarvias ficam, entre Junho e Setembro, lotadas, o que só mostra que Portugal tem conseguido aproveitar o potencial turístico que a natureza lhe ofereceu.

Praia da Arrifana

A Praia da Arrifana faz parte do Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, que abrange mais de 100 quilómetros e onde a paisagem natural cruza praias e pequenas ilhas, como a do Pessegueiro, com falésias (algumas exigem precaução, pelo risco de queda), em um panorama muito próprio.

 

5. Piódão

Da praia passamos para a paisagem pitoresca da aldeia de Piódão, na região centro do país. Piódão faz parte das Aldeias Históricas de Portugal, um conjunto de aldeias e vilarejos que foram restaurados e se encontram protegidos, devido à sua importância histórica. Não sendo propriamente desconhecida entre os portugueses, é muitas vezes deixada de fora pelos visitantes, que acabam se rendendo mais facilmente aos longos areais do Algarve.

Piódão – Rui Videira

As paredes de xisto e as portas e janelas pintadas de azul caracterizam a aldeia, que nos períodos festivos, como Páscoa e Natal, vê regressarem muitos dos jovens que foram obrigados a deixar a terra em busca de melhores condições de vida. A população que por aqui ficou vive essencialmente da agricultura e faz as delícias dos visitantes, já que alia a hospitalidade a uma forma de vida que mantém tradições com séculos de história.

 

6. Monsanto

Também parte do grupo de aldeias históricas, Monsanto tem a particularidade de ter sido construída em meio a enormes pedregulhos, hoje cobertos de musgo e que oferecem outra cor a este lugar. Com origens na Idade da Pedra, Monsanto foi considerada “a aldeia mais portuguesa de Portugal” em 1938, por António de Oliveira Salazar, à época líder da ditadura que tomou conta de Portugal durante mais de 40 anos.

locais para visitar no interior de Portugal
Monsanto

A explicação para o veredicto do chefe de Governo está relacionada com a cultura e arquitectura ricas, que misturam influências dos vários ocupantes da região. As casas foram esculpidas em pedra granítica, com telhados vermelhos e perfeitamente ancoradas nas pedras. No topo de uma dessas montanhas de granito, fica um castelo que oferece uma das melhores vistas da região.

 

7. Monsaraz

Monsaraz repousa junto ao Guadiana no cimo de uma colina que se ergue na planície alentejana. Foi conquistada aos Mouros em 1167 por Geraldo sem-pavor tendo sido entregue aos templários por D.Sancho II para sua defesa e povoamento. O castelo de Monsaraz desempenhou durante séculos o papel de posto de vigia do Guadiana, de onde se podia observar a fronteira com Castela.

vila mais bonita de portugal
Monsaraz

Foi sede do concelho até 1838, quando esta função passou para a freguesia de Reguengos. A vila medieval de Monsaraz, protegida pelas suas muralhas é uma pequena povoação, com as suas ruas de xisto e as paredes caiadas de branco. Com ruas estreitas e repleta de recantos tem como pano de fundo uma vista deslumbrante sobre a paisagem alentejana e a albufeira de Alqueva.

 

8. Azenhas do mar

Não muito distante de Lisboa, a cerca de 40km, e mais próxima ainda do centro histórico de Sintra, fica esta simpática aldeia em forma de berço, entalada num rochedo e com a maioria das casas pintadas de branco. Se a arquitectura é acolhedora, a água nem tanto, mas a piscina oceânica construída numa pequena baía promete compensar.

Azenhas do Mar

Um miradouro que nos dá a perspectiva litoral de Sintra. Com uma vista avassaladora das encostas que descem até ao Oceano Atlântico, em toda a sua força, mas ladeada pelo cenário pitoresco das pequenas casas debruadas a azul, quase como que esculpidas na rocha. Neste cenário idílico, o mar corta as arribas formando pequenas piscinas naturais.

9. Ilha do Farol

Para fechar a secção “ilhas”, o Farol é um segredo ainda relativamente bem guardado – o que ninguém preveria, a julgar pela cor, calma e temperatura do mar. Para quem dispensa a agitação de algumas das praias portuguesas (conhecida também dos brasileiros), o Farol oferece a paz necessária, que começa logo no passeio para lá chegar – uma balsa, na cidade de Olhão, Algarve, te leva até à ilha, atravessando o Parque Natural da Ria Formosa.

Ilha do Farol

A ilha é aliás um dos pedaços de terra que separam a Ria do mar, o que significa que a praia é marítima e fluvial. Também aqui os (poucos) habitantes se dedicam à pesca na Ria e garantem que a tradição e a vida na ilha se mantêm intocadas.

 

10. Miranda do Douro

Em termos culturais, um dos lugares mais interessantes e bem preservados para se visitar em Portugal, Miranda do Douro é o lugar do país onde ainda se pode escutar o “Mirandês“, a única variação linguística, ou dialecto, que sobreviveu à passagem do tempo em Portugal e que tem mesmo reconhecimento legal.

Miranda do Douro – Rui Videira

A juntar a isso, a dança típica da região, chamada de Dança dos Paus, executada por homens – conhecidos como Pauliteiros – vestindo saias bordadas e camisas de linho e bailando ao ritmo da gaita de foles, em movimentos espantosamente bem coordenados, é uma experiência que não deve ser desperdiçada.

 

2 COMENTÁRIOS

  1. Cada vez mais nos visitam para conhecerem , desde a nossa gastronomia , a nossa historia , cultura e o que as nossas paizagens lhes proporciona . Tao pequeninos somos e tanto para descobrirem …

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here