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Fátima: 5 factos que provam que o Milagre do Sol aconteceu mesmo

Há explicação científica para o Milagre do Sol em Fátima? Ou tudo é uma grande mentira? 5 factos que provam que o Milagre do Sol aconteceu mesmo.

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Fátima: 5 factos que provam que o Milagre do Sol aconteceu mesmo

 

Há 100 anos atrás, em Fátima, 70.000 pessoas testemunharam um fenómeno que a grande maioria das pessoas da época considerou como sendo milagre. Desde então, Fátima tornou-se num local de peregrinação de pessoas vindas de todo o mundo.

Mas podemos afirmar com toda a certeza que aquilo que aconteceu em Fátima foi um milagre? E se não foi, o que terá sido? Um fenómeno meteorológico? Alucinação colectiva? Um OVNI? Há explicação científica para o Milagre de Fátima?

Este artigo é dedicado a tentar provar que o Milagre do Sol aconteceu mesmo. Todas as opiniões são respeitadas e respeitáveis. No entanto, abundam nas redes sociais e em vários sites as maiores banalidades e barbaridades na tentativa de contradizer o Milagre de Fátima, muitas vezes recorrendo a argumentos errados e sem qualquer base científica ou esquecendo todos os relatos históricos e testemunhais de quem assistiu ao fenómeno em 1917.

Se acredita ou não no Milagre do Sol, em Fátima, só a si diz respeito. E se não acredita, não pode insultar ou ridicularizar quem acredita. Vamos então às provas:

1. Demasiadas pessoas para ser alucinação colectiva

É um dos argumentos mais usados pelos não crentes para justificar o suposto milagre. No entanto, os casos de alucinação colectiva não podem envolver 70.000 pessoas. Vários estudos indicam que, em 99% dos casos, a alucinação colectiva atinge, no máximo 4 pessoas ao mesmo tempo. O maior caso registado é de 10 pessoas. Não se deve confundir alucinação colectiva com histeria em massa. Existem vários episódios de histeria em massa ao longo da história, alguns deles com centenas de pessoas envolvidas, mas os episódios de histeria envolvem geralmente imitação de comportamentos e não alucinações.

Os não crentes referem vários episódios que eles classificam como alucinação colectiva mas que, na realidade, não se enquadram nos parâmetros deste tipo de fenómeno. Referem, por exemplo, um episódio ocorrido em 1518 em Estrasburgo onde 400 pessoas dançaram sem parar durante dias. Na realidade, o que se passou foi que uma doença desconhecida, que na altura foi designada por “sangue quente” afectou parte da população e as autoridades aconselharam os doentes a dançar por acreditarem que isso os curaria.

A alucinação colectiva cai por terra também por causa da enorme variedade de pessoas presentes. Ao contrário do que se costuma pensar, não estavam presentes apenas crentes ou pessoas simples e pouco instruídas. Uma alucinação colectiva de carácter religioso poderia afectar os crentes, mas dificilmente afectaria cientistas como Almeida Garrett (não confundir com o escritor) ou jornalistas como Avelino de Almeida, que ainda nessa manhã tinha publicado um artigo a ironizar a histeria em Fátima e que, depois de presenciar o fenómeno, mudou de ideias.

Que não se tratou de uma alucinação colectiva é ainda atestado pelo facto de que o poeta Afonso Lopes Vieira também viu o fenómeno a partir de sua casa em São Pedro de Moel, a menos de 40 km da Cova da Iria. Junte-se ainda o testemunho de um rapaz de seis anos, da aldeia de Alburitel, chamado Inácio Lourenço, que viu o fenómeno, estando a uns dez quilómetros da Cova da Iria.

2. Se foi fenómeno meteorológico, quem o previu?

É outro dos argumentos mais comuns usados pelos não crentes. Mas importa contextualizar: um mês antes, a 13 de Setembro de 1917, Nossa Senhora disse a Lúcia que iria realizar um milagre para que todos acreditassem. Ora… dizer que o que aconteceu no dia 13 de Outubro foi um raro fenómeno meteorológico, exactamente no dia em que Nossa Senhora Senhora afirmou que realizaria o milagre, é assumir que o fenómeno meteorológico foi previsto por alguém um mês antes.

Tratando-se de um fenómeno meteorológico extremamente raro, que nos dias de hoje, em 2017, continua sem existir tecnologia que os possam prever, como foi previsto em 1917, um mês antes de ocorrer? Quem e com que tecnologia se previu um fenómeno extremamente raro que aconteceu precisamente no dia em que Nossa Senhora disse que ia realizar o milagre e precisamente no mesmo sítio em que Ela disse que ia acontecer?

Alguém acredita que três pastores analfabetos previram a data e hora de um impressionante e raríssimo fenómeno meteorológico, resultante da conjugação improvável de nuvens do tipo cirro (a altas altitudes, feitas de cristais de gelo), nuvens de baixa altitude (feitas de partículas de água no estado líquido), e uma conjugação de ventos com a necessária orientação para moverem as partículas de água e gelo numa roda espiralada, que por sua vez gerou em simultâneo um feixe de cores cintilantes (resultantes da refracção dos raios solares nas partículas de água e gelo) e um raro efeito de “lente”, que explica a estupefacção das pessoas na Cova da Iria, que achavam que o Sol, aparentando aumentar de tamanho, se iria precipitar sobre elas?

3. As pessoas que presenciaram o milagre não eram todas ignorantes

De facto, entre a multidão estavam diversos cientistas, jornalistas e escritores, alguns deles não crentes, que se deslocaram ao local para verificar com os seus próprios olhos o que os 3 pastores afirmavam que iria acontecer.

O Dr. Almeida Garret, o professor da Faculdade das Ciências da Universidade Coimbra, escreveu: «(…) Estava apenas a mais de cem metros… A chuva caía sobre as nossas cabeças, fluía ao longo dos nossos fatos, molhando-os completamente. Um pouco antes das 2 horas da tarde (hora oficial que, realmente, correspondia ao meio-dia no horário solar), o astro brilhante furou a espessa cortina de nuvens que o escondia. Todos os olhares se levantaram, como atraídos por um ímã. Tentava, também, fixá-lo e vi o sol similar a um disco com contornos nítidos, brilhando mas não deslumbrante. As pessoas à minha volta comparavam-no com um disco de prata mate o que me pareceu incorrecto. O seu aspecto era de uma clareza nítida e variável, recordando o ‟Oriente” de uma pérola. Não se assemelhava de modo algum à lua numa bonita noite, não tinha nem a cor, nem as manchas. Parecia mais uma roda lisa, recortada nas válvulas prateadas de uma concha. Isto não é poesia, vi assim com os meus olhos. Também não se podia confundir com o sol através do nevoeiro, do qual não havia vestígio e além disso, esse disco solar não era nem turvo nem encoberto de nenhuma maneira, mas brilhava claramente no seu centro e na sua circunferência.

Este disco colorido e celeste parecia ter a vertigem do movimento. Não era a cintilação da luz viva de uma estrela. Girava com uma rapidez perturbante. De repente, vibrou desta multidão um grande clamor, como um grito de angústia! O sol, guardando ao mesmo tempo a sua velocidade de rotação, precipitava-se para a terra, ameaçando esmagar-nos sob o peso da sua imensa massa de fogo! Foram segundos cheios de uma emoção aterrorizante!

Todos os fenómenos que acabo de citar e descrever, observei-os eu próprio, friamente, calmamente, sem nenhuma perturbação. Deixo aos outros o cuidado de explicar e interpretar.»

O escritor Leopoldo Nunes fez observar que «daqui, dali, por baixo das árvores, perto da estrada, ou protegidos nos carros, encontravam-se na Cova da Iria algumas das mais elevadas coberturas literárias, artísticas e científicas, dos quais a maior parte eram incrédulos, vindos pela curiosidade, atraídos pela previsão dos três pastorinhos… ‟Este testemunho é confirmado pelo académico Marques da Cruz, que acrescenta:” Vários cientistas assistiram a este espectáculo, confessou francamente: Vi, mas não sei explicar!»

4. Fenómeno complexo demais para ser causado por demasiado tempo a olhar para o Sol

Vários não crentes acreditam ter-se tratado de um fenómeno atmosférico relativamente comum, denominado por parélio, em que um halo de luz se cria em redor do Sol e onde ocorre reflexão e refracção de raios solares. Embora se possa aproximar ao que as 70.000 pessoas afirmam ter visto, o parélio não é suficiente para explicar todo o conjunto de fenómenos.

Em primeiro lugar, este argumento esbarra em algo que foi um denominador comum comum entre as pessoas que assistiram ao milagre: todas as pessoas afirmaram que o Sol adquiriu uma tonalidade e brilho que permitiam olhar directamente para ele durante longo tempo sem ferir a vista. Afirmaram ainda que, apesar de emitir várias cores e de parecer rodar sobre si próprio, o Sol parecia um disco prateado sem brilho. O Dr. Almeida Garret, o professor da Faculdade das Ciências da Universidade Coimbra, que assistiu ao milagre, assegurou ainda que o Sol não estava coberto por nevoeiro ou nuvem alguma e que era possível olhar fixamente para ele.

Portanto: se as pessoas afirmaram que podiam olhar fixamente para o Sol sem ferir a vista, como explicar que tudo tenha sido causado por efeitos visuais causados na retina após exposição à luz intensa?

Em segundo lugar, o parélio é um fenómeno estático, ou seja, não apresenta nem aparenta apresentar movimento. Segundo os relatos das testemunhas do Milagre de Fátima, a ilusão de movimento era constante, seja em redor do Sol, seja do Sol em direcção à Terra.

5. Demasiado complexo para ter sido fabricado

Há ainda os que defendem que Fátima foi uma construção da Igreja Católica, do Estado Novo ou até de OVNI’s. Se foi tudo encenado pela Igreja ou pelo Estado, com que tecnologia o fizeram e onde está essa tecnologia nos dias de hoje? Que conhecimentos, técnicas e ciência possuíam essas duas organizações, em 1917, para serem capazes de enganar uma multidão de 70.000 pessoas com um “espectáculo” que envolvia o Sol, luzes em espiral, brilhos e nuvens e que, segundo as testemunhas, podia ser visto num raio de 40km? E se foram extraterrestres, porque pretendem eles fingir que são deuses?

Considerações finais

Fátima é um fenómeno complexo e sempre o será. Ninguém pode, com toda a certeza, confirmar ou desmentir o que se passou. No entanto, a tendência geral dos últimos anos, especialmente nas redes sociais, é o insulto generalizado contra quem acredita no Milagre de Fátima, muitas vezes com argumentos errados e com total desconhecimento do que se passou na realidade.

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