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3 idiomas de origem portuguesa em vias de extinção

Já foram muito importantes mas o progresso está a ameaçá-los. Descubra 3 idiomas de origem portuguesa em vias de extinção.

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idiomas de origem portuguesa

Quando Portugal se aventurou pelos mares, não fez apenas comércio. Por muitos lados de África, da América do Sul e da Ásia deixou também a sua língua ou derivadas desta, ou seja, crioulos de base portuguesa. Ao todo serão 32 os idiomas de origem portuguesa. Desses, alguns estão em vias de extinção. Descubra 3 deles.

Crioulo indo-português de Cochim

Cochim
Cochim

O Crioulo indo-português de Cochim (também conhecido como Crioulo indo-português de Vaipim) é um Crioulo indo-português que foi falado na Costa do Malabar, na Índia. Já é considerado extinto, falado apenas por algumas famílias cristãs na Ilha de Vaipim (Vypin Island), na cidade de Cochim (Kochi), em Kerala.

O Crioulo indo-português de Cochim, conhecido localmente como “Português” ou “Português de Cochim”, formado a partir de contacto entre o Português, Malaiala e outras línguas faladas na antiga Cochim. Foi uma das primeiras linguagens de contacto que surgiu a partir do contacto europeu na Ásia, e tornou-se a língua materna de parte da comunidade católica local nos séculos XV a XIX. Ele surgiu a partir de famílias indo-portuguesas católicas em Malabar, e tornou-se suficientemente demonstrado que continuou sob a ocupação holandesa no século XVII. Oradores começaram a mudar para longe da linguagem em torno da virada do século XIX. O último falante fluente, William Rozario, morreu em 20 de Agosto de 2010, em Vaipim. Algumas pessoas em Cochim ainda conseguem entender a linguagem até certo ponto.

Patuá macaense

Macau
Macau

Patuá macaense, também chamada Crioulo macaense, Patuá di Macau, Papia Cristam di Macau, Doci Papiaçam di Macau ou ainda de Macaista Chapado, é uma língua crioula de base portuguesa formada em Macau a partir do século XVI, influenciada pelas Línguas chinesas, malaias e cingalesas. Sofre também de alguma influência do inglês, do tailandês, do japonês e de algumas línguas da Índia.

Este crioulo foi originalmente desenvolvido pelos macaenses e, ao longo dos séculos, sofreu muitas mudanças na sua gramática, fonética e vocabulário para responder à evolução da demografia e da cultura de Macau. Alguns estudiosos dividem o patuá em dois tipos: o arcaico, falado até século XIX, e o moderno, desenvolvido e falado a partir do século XIX e muito influenciado pelo cantonês.

O Patuá era dominado e falado por um grande número de macaenses e por alguns chineses de Macau, principalmente as esposas chinesas de portugueses. Para eles, o patuá é mais fácil de aprender e pronunciar visto que este crioulo tem influências chinesas.

Até ao séc. XIX, ele tornou-se numa língua importante de comunicação entre os macaenses, os chineses e os portugueses, e contribuiu bastante para o desenvolvimento sócio-económico da Cidade. Mas, mesmo durante o seu apogeu, o número de falantes deste crioulo era relativamente baixa, não ultrapassando as dezenas de milhares.

Actualmente continua a ser ainda falado por um pequeno número de macaenses que vivem em Macau ou no estrangeiro, na sua maioria já com uma idade avançada.

Papiá Kristáng

Malaca
Malaca

A língua cristã, português de Malaca, crioulo de Malaca, papiá kristáng ou simplesmente papiá, é uma língua crioula de base portuguesa com estrutura gramatical próxima do malaio, falado na Malásia e em Singapura pelos descendentes dos descobridores portugueses e as suas famílias miscigenizadas.

Papiá é a pronúncia crioula de papear, i.e., falar, conversar, dizer. Kristáng é a pronúncia de “cristão”, posto que a maioria dos falantes do citado crioulo seguiam a religião cristã, oficial em Portugal e nos seus domínios coloniais ultramarinos.

A língua tem cerca de 5.000 falantes em Malaca e outros 400 em Singapura. Cerca de 80% dos antigos kristáng em Malaca falam-na regularmente. Há também alguns falantes em Kuala Lumpur devido à emigração.

O kristáng é também falado por alguns imigrantes e seus descendentes no Reino Unido, para onde alguns se mudaram após a independência, e também na Austrália, em particular na cidade de Perth, que é um destino popular de retornados na comunidade. Em Pulau Tikus havia mais falantes em 1997 que em 1987.

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